segunda-feira, 12 de abril de 2010
ONU inicia congresso em Salvador
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
MP ouve testemunhas de crimes em Vitória da Conquista
O autor do assassinato do soldado da Polícia Militar, Marcelo Márcio Lima, em Vitória da Conquista, tem que pagar pelo crime. E o caminho natural é a Justiça. Mas não foi isso que se viu na cidade. O homicídio desencadeou uma onda de violência mobilizando até o Ministério Público do Estado da Bahia a se deslocar ao município esta semana. E a constatação era a esperada: há provas do envolvimento de PMs nos delitos.
A partir da próxima segunda (22) o MP começa a ouvir as testemunhas da série de sequestros e mortes registrados em Conquista, localizada a 509 Km de Salvador. Segundo as denúncias, os crimes estariam relacionados com a morte do soldado em 28 de janeiro último. Depois do homicídio, diversos crimes ocorreram no município: invasão de casas, agressões, sequestros e assassinatos.
Quatorze pessoas foram executadas e três jovens continuam desaparecidas, o que deixa a população da cidade apavorada. O procurador geral de Justiça, Lidivaldo Britto (foto), adianta que existem provas da participação de policiais militares nos delitos. Ele já entrou em contato com o comandante geral da Polícia Militar para relatar os fatos apurados.
A Assessoria de Comunicação (Ascom) informa o resultado da visita do MP baiano, na quinta (18), a Vitória da Conquista. Juntamente com a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais do MP-BA (Gaeco), promotora de Justiça Ana Rita Nascimento, ele participou de reunião com o procurador chefe do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), Danilo Dias.
Também estiveram presentes no encontro os procuradores da República, Wilson Rocha de Almeida Neto (de Salvador), e Mário Alves Medeiros (Vitória da Conquista), além dos delegados da Polícia Civil designados para acompanhar o caso. As reuniões tiveram por objetivo traçar um trabalho conjunto de investigação entre o Ministério Público e a Polícia Civil, de forma a evitar perda de tempo. Leia mais aqui. (Foto: MPBA)
sábado, 11 de julho de 2009
Crônica da semana / Ciúme e Crime
Então o que leva uma pessoa a vivenciar o ciúme doentio? Sem querer enveredar na área de competência de psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, entre outros estudiosos do comportamento e da mente humana, faço algumas especulações. Não seria o equívoco de um achar que o outro é sua propriedade nesse ambiente complexo dos relacionamentos amorosos? Não seria falta de amor próprio, de pouca autoestima, que favorecem o apego ao sofrimento, e não à libertação da dor?
São perguntas para contribuir na reflexão acerca dos dois fatos ocorridos na capital e na Região Metropolitana, que chocaram a população nos últimos dias. Na quinta (9), começo da tarde, oito jovens estavam no Centro de Beleza Meg Star, na Rua São Miguel, onde de repente apareceu outra jovem e atirou uma substância química, deixando todas com marcas de queimaduras.
A acusada do crime é Suelen Santos Medeiros, 23 anos. Presa seis horas depois, contou à polícia sua versão. Ela admitiu desavença com uma das vítimas, que teria um relacionamento com seu companheiro. Segundo Suelen, essa pessoa jogou o ácido primeiro. E, ao reagir, tomou o frasco e invadiu o salão. De uma forma ou de outra, a jovem deve responder por lesões corporais graves.
No dia 25 de junho, a assistente social Luciana Brasileiro Lopo, 31 anos, foi torturada pelo professor de Educação Física, Adalberto França Araújo Filho, 39, que cumpre prisão temporária. Com a suspeita de traição, ele praticou todo tipo de agressão contra a jovem para ela confessar. Adalberto queimou a mulher, aplicou golpe de jiu-jitsu, esfaqueou e ainda deu um tiro na perna. Segundo relato da vítima, a empregada doméstica foi forçada a ajudar.
O artigo Ciúme e crime: uma observação preventiva, publicado pela PSIC - Revista de Psicologia da Vetor Editora, Vol. 3, nº.2, 2002, disponível aqui, ajuda a compreender o processo das "relações de amor" que, muitas vezes, resulta em tragédias. O artigo aborda a questão no plano psicológico e das relações afetivas. E chama a atenção para os sinais de alerta.
Em um dos trechos o artigo cita: "... se analisarmos mais detalhadamente o ciúme, podemos perceber, logo de início, que não se trata de um sentimento voltado para o outro, mas sim voltado para si mesmo, para quem o sente, pois é, na verdade, o medo que alguém sente de perder o outro ou sua exclusividade sobre ele. É um sentimento egocentrado, que pode muito bem ser associado à terrível sensação de ser excluído de uma relação".
A leitura do estudo é recomendável porque possibilita algumas observações desse universo onde andam próximos os sentimentos de amor e ódio; vaidade e baixa-autoestima; segurança e fragilidade; aceitação e negação; alegria e tristeza; opressão e liberdade. A compreensão e o respeito pelo espaço individual favorece, com certeza, os especiais momentos de intimidade e cumplicidade.
