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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mostra dos Cursos Livres da Escola de Dança da Funceb celebra Dia da Consciência Negra


Professores e alunos dos Cursos Livres da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) apresentam, nesta sexta-feira (20), às 19h30, no Teatro Castro Alves (TCA), a mostra artística ‘Corpografia Brasileira’. Com direção artística de Robson Correia, o espetáculo tem no elenco 320 alunos.

São 19 apresentações dirigidas por 16 professores nas modalidades Teatro Físico, Balé Clássico, Sapateado Americano, Dança do Ventre, Dança de Salão, Dança Moderna, Percussão, Dança Afro, Zumba, Street Jazz, Dança Moderna, Método Griotlab e Percussão. O evento é gratuito e as senhas de acesso vão ser distribuídas meia hora antes do espetáculo.

Espaço público

A Escola de Dança é um espaço público de educação pela dança, vinculada ao Centro de Formação em Artes (CFA) da Funceb, que faz parte da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Os cursos livres surgiram de uma demanda de um público adulto, há 15 anos, quando a escola recebia apenas crianças e jovens.

Hoje os cursos livres atendem mais alunos (700) em relação a todo o público que frequentava a escola na época. “Não estamos falando apenas em números. Falamos da preocupação pedagógica e artística que a coordenação vem tendo no trato com as diversas modalidades de dança que os Cursos Livres abraçam”, afirma a diretora da Escola de Dança, Maria Virginia Costa.

A professora de Dança do Ventre, Rita Carneiro, considera essencial a prática dos cursos livres. “Acredito que assim a gente consegue democratizar a acessibilidade de pessoas de classes populares a todas as práticas corporais”.

Práticas criativas

O espetáculo surgiu a partir de práticas criativas e pedagógicas construídas através de processos vividos dentro e fora da sala de aula. A proposta é reconhecer a importância e a potencialidade dos alunos. Em sete edições, o espetáculo já passou por lugares como Espaço Xisto Bahia, Teatro Vila Velha e praças do Pelourinho, em Salvador.

As apresentações acontecem desde 2013 no Teatro Castro Alves, sempre no Dia da Consciência Negra – 20 de novembro -, dialogando com o tema central da mostra de 2015. As inscrições para os Cursos Livres de 2016 estarão abertas de 15 a 26 de janeiro do próximo ano, das 17h às 20h30.

Fonte: Ascom/Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb)

sábado, 21 de novembro de 2009

Lula anuncia criação de feriado em clima de palanque na Castro Alves

Deu em "A Tarde On Line" sobre as festividades do Dia da Consciência Negra

No clima de comício que marcou as homenagens ao Dia da Consciência Negra, nesta sexta, 20, na Praça Castro Alves, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou lei que não sancionou e tratou a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, como futura presidente.

Ele também prometeu curtir o próximo 20 de novembro numa praia baiana, já como feriado nacional, e fez forte discurso contra o racismo (assista aqui a íntegra do pronunciamento). De concreto, Lula assinou decretos para titular 30 comunidades como quilombolas, sendo três delas na Bahia. Lançou também selo quilombola para produtos oriundos destas comunidades.

O presidente tratou o Estatuto da Igualdade Racial, projeto ainda em discussão no Congresso, como aprovado. “No ano que vem nós já teremos um ano de vigência do Estatuto”, declarou. O projeto, que garante direitos à população negra, foi aprovado numa comissão da Câmara, mas ainda aguarda votação no Senado para virar lei. A meta do governo era assiná-lo na sexta, mas a oposição evitou. Agora a espectativa é sancioná-lo ainda neste ano.

Praia - “No ano que vem, nós estaremos em algum lugar da Bahia, eu espero que seja numa praia, para comemorar esse dia da consciência”, disse. “Ano que vem já será feriado nacional”, completou, sob aplausos, apesar de frustar setores do movimento negro que esperavam a assinatura do decreto na sexta.

A presidência, no entanto, preferiu esperar a aprovação de um projeto de lei, já em trâmite no Congresso, para oficializar o feriado, informou a assessoria de imprensa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. Seria uma forma de dar segurança jurídica ao ato.

Lula disse que sofreu preconceito por ser “pobre e nordestino”, mas que tudo passou quando ele virou presidente. E, se dirigindo a Dilma, disse: “Não sei o que vai acontecer neste País nos próximos anos”, falou. “Pode ser que daqui a dois anos, você esteja nesta tribuna e eu esteja ali gritando pra você favorecer muito mais à população negra”, completou.

Em seu discurso, Dilma ressaltou a luta dos negros. “O escravo foi sujeito ativo e criativo de sua própria história”, declarou, depois de homenagear Zumbi dos Palmares, morto em 1695, há 314 anos.

Vaias - Sobre a política baiana, o ponto marcante do evento foram as vaias ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Ele subiu ao palco acompanhado do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, antes do início do ato. Vaiado, se retirou discretamente e não foi anunciado pelo chefe de cerimônia (assista a vaia a Geddel).

Uma claque organizada com cerca de 70 pessoas vestindo camisa do PMDB entrou ruidosa, mas saiu em silêncio logo depois do ministro. O prefeito João Henrique (PMDB) também não compareceu, mas foi representado pelo vice Edvaldo Brito. Em entrevista à Rádio Metrópole, ontem, Lula disse que queria ver Geddel e o governador Jaques Wagner (PT) no mesmo palanque em 2010. Não foi ontem que isso aconteceu. Wagner, em seu discurso, comparou Lula ao líder quilombola. “Zumbi e Lula são ícones e símbolos da luta do povo negro”.

Fonte: A Tarde On Line