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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tabaco é responsável direto por dois em cada dez tumores

Constatação é de pesquisa do Instituto Catalão de Oncologia – Hospital Duran i Reynals



O tabaco é responsável direto por dois em cada dez tumores, mostra estudo do Instituto Catalão de Oncologia – Hospital Duran i Reynals, que acompanhou mais de 440 mil pessoas durante 11 anos. A notícia é da Agência Lusa divulgada pela Agência Brasil

Das 441.211 pessoas seguidas, 14.563 desenvolveram tumor relacionado ao hábito de fumar, informa o instituto, a propósito do Dia Mundial sem Tabaco, esta  sexta-feira (31). Publicado na revista Journal of Clinical Oncology, o estudo confirma que o hábito de fumar é causa de 80% dos tumores do pulmão e da laringe. 

Também foi apontado como responsável por 20% a 50% dos demais tumores respiratórios, digestivos e do trato urinário. A pesquisa mostra ainda que o tabaco provoca 25% dos tumores no fígado, 14% no ovário e 8% nos rins.

Os cientistas compararam o número de casos de tumores entre fumantes, ex-fumantes e em pessoas que nunca tinham fumado. A pesquisa revela que 36% dos tumores relacionados ao uso do tabaco são diretamente provocados pelo consumo, o que representa 20% do total.

domingo, 12 de maio de 2013

Crianças correm riscos em escadas rolantes

Acompanhantes precisam redobrar atenção para evitar acidentes

Uso do equipamento requer atenção redobrada
Esta semana presenciei uma cena preocupante numa escada rolante de um shopping em Salvador. Uma mulher e uma criança - aparentando ter menos de 2 anos de idade - por pouco não sofreram grave acidente. Ela colou a garotinha no degrau. Em seguida, pôs um pé na escada e deixou o outro na base do equipamento. O corpo foi se esticando, esticando e nada dela movimentar a outra perna. Ela só percebeu o perigo quando eu dei um grito - "Tireeeeeeeeee a perna senhora"!!!.

A mulher não sabia como usar a escada e correu o risco de uma tragédia junto com a menina. Na hora, não sei o que gerou mais indignação em mim - se o descuido dos pais que, certamente, não orientaram a pessoa que estava tomando da criança, a insensibilidade das pessoas que estavam próximas (e nada fizeram) ou a negligência da administração do shopping, que deveria deixar um segurança perto das escadas rolantes para agir em situações como essa.


Hoje outra cena preocupante numa escada rolante. Uma garotinha, com um braço engessado, carregava um saco de pipoca (dos grandes) na outra mão. A mulher, que a acompanhava, não parecia preocupada em cuidar da menina, pois enquanto o equipamento seguia em seu movimento, ela tentava pegar um pouco da guloseima. Mais uma vez não havia segurança por perto. O exemplo também ilustra o risco que cerca as crianças nos shopping centers. 


sábado, 6 de abril de 2013

Anvisa alerta sobre descarte incorreto de medicamentos

Remédio vencido ou que não será mais usado ainda é jogado no lixo comum 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta os consumidores sobre os riscos do descarte incorreto de medicamentos. Muitas pessoas, por falta de alternativas e de informação, ainda jogam remédios vencidos ou que não serão mais usados no lixo comum ou na rede de esgoto. De acordo com a Anvisa, a prática pode contaminar a água e o solo.

Segundo a Agência Brasil, na sexta-feira (5), foi publicada uma lei no Distrito Federal que obriga as farmácias a receber medicamentos vencidos entregues pelo consumidor. A norma prevê que as farmácias devolvam os remédios ao fabricante para que o produto seja destruído de forma segura.

Desde 2010, a Lei 2.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto, que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana, devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.

Alguns setores, como o de óleos lubrificantes, já assinaram acordo com o Ministério do Meio Ambiente se comprometendo com a reciclagem das embalagens ou de produtos. No setor de medicamentos, as negociações ainda estão em andamento. Leia mais aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio em Santa Maria, tragédia anunciada

Investir em segurança é muito melhor do que remediar





Os ditos populares "Prevenir é melhor do que remediar" e "O barato sai caro" martelam meus pensamentos, na tarde deste domingo (27), em meio à repercussão do incêndio ocorrido numa casa noturna de Santa Maria (RS). O primeiro ensina a importância dos cuidados, em qualquer situação do cotidiano, para se evitar danos ao patrimônio ou às pessoas enquanto o segundo leva ao entendimento de que a redução de custos, na aquisição de algum bem ou realização de evento, muitas vezes resulta em gasto maior.

A tragédia anunciada na cidade gaúcha, provocando a morte de 233 pessoas, conforme a Folha de S. Paulo, lamentavelmente, é mais um exemplo da falta de responsabilidade dos organizadores de shows, que acontecem por todo o Brasil, com variação aqui e acolá das atrações. Muitas dessas festas, geralmente regadas com muita bebida, são realizadas em espaços inadequados e infraestrutura precária.

No caso da boate de Santa Maria, o alvará de funcionamento estava vencido e, ao que parece, isso não preocupou os produtores do trágico espetáculo. Pelo que já foi noticiado, outros fatores incriminam ainda mais os organizadores: o incêndio foi causado por um sinalizador (um tipo de instrumento pirotécnico) utilizado no show, o local de acesso e saída do espaço era o mesmo e continuou a cobrança de comandas quando as pessoas desesperadas tentavam deixar a casa.

Como o ditado popular enfatiza, prevenir realmente é melhor do que remediar. É melhor investir em manutenção preventiva das edificações do que gastar para corrigir os efeitos das tragédias.  É digno, justo e mais barato investir em segurança do que reparar os danos provocados por acidentes. No caso de Santo Maria, dano irreparável - a vida de tanta gente. Que essa tragédia sirva, ao menos, para reflexão. (Imagem de Deivid Dutra/A Razão divulgada pela Agência Brasil).

sábado, 13 de outubro de 2012

Redução da idade para realizar cirurgia bariátrica é lamentável

Muitas pessoas submetidas ao procedimento ficaram obesas de novo



O Ministério da Saúde anunciou, na última quinta-feira (11), a redução, de 18 para 16 anos, a idade mínima para autorização de cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas situações em que há risco de morte do paciente. Antes disso, não seria mais prudente realizar pesquisa científica tendo como público alvo pessoas que já passaram pelo procedimento e voltaram a engordar? 

Pelo que sei, há diversos casos de obesos (e obesas) submetidos à bariátrica, os quais adquiriram todo o peso anterior e mais quilos ainda. Além do mais, é grande o número de pessoas que sofrem de obesidade mórbida. Portanto, está com a vida na beira do abismo, nem sempre tem consciência disso e não busca apoio para enfrentar o desafio de diminuir o peso.

Não se consegue emagrecer e manter o corpo magro por mágica. Nunca fiz bariátrica nem tomei drogas para afastarem meu apetite. Mas perdi peso 'ene' vezes e sempre retornava à forma obesa com o desagradável efeito sanfona. Só ao internalizar a necessidade de fazer tratamento e da mudança de hábitos de vida - e não apenas reeducação alimentar -, consegui reduzir 26 quilos e controlar o peso.

Respaldada em minha experiência e nas de outras pessoas com essa compreensão, creio que seria mais louvável o Ministério da Saúde valorizar a prevenção, como se faz em relação ao câncer, investir em programas que ajudem os brasileiros a evitar a obesidade e também a tratar dessa grave doença, de forma multidisciplinar. Certamente o investimento do dinheiro público vai ser menor do que o gasto com as horrorosas bariátricas.

Ao lado disso, devem ser feitas campanhas enfatizando a necessidade de se alimentar melhor, cortando a gordura (as feijoadas, os mocotós, as dobradinhas, o peixe mergulhado no dendê...), o excesso de pão, os biscoitos recheados, só para citar alguns exemplos. E ressaltando a importância da ingestão de mais frutas e verduras da época (porque são mais baratas), além do movimento do corpo. Só o ato de saltar do ônibus um pouco antes do destino já favorece a queima de caloria. Subir alguns degraus de escada, antes de usar o elevador, também ajuda a jogar gordura no lixo. (Fonte da imagem)







domingo, 30 de setembro de 2012

Seminário na Ufba debate qualidade de alimentos

Iniciativa da Escola de Nutrição, evento acontece no dia 5 deste mês

Produtos orgânicos estão na pauta das discusões do encontro

 

Modelo agrícola, preparo dos alimentos orgânicos alternativas de produção são alguns dos temas em discussão no I Seminário Produção, Segurança e Qualidade dos Alimentos: da Produção à Mesa que a Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (Ufba), na próxima sexta-feira (5 de outubro) na Biblioteca Universitária de Saúde (BUS).A programação prevê três mesas-redondas e a exibição de dois filmes relacionados à temática do seminário. 

 

No encontro, especialistas vão debater assuntos a exemplo de  modelo agrícola, produção, contaminação por agrotóxicos e metais pesados,  impactos socioambientais, processamento de alimentos,  produtos orgânicos, entre outros. Mais informações sobre estão disponíveis no site da Ufba. (Foto: Ecobiosaúde)

domingo, 23 de setembro de 2012

Trânsito em Salvador reflete falta de cidadania

Desobediência à legislação virou rotina nas ruas e avenidas da cidade 

Em bate-papo com um taxista, que me conduzia da Rua Minas Gerais, na Pituba, à Avenida Juracy Magalhães Júnior, no Rio Vermelho, em Salvador, externei o desejo de voltar a uma autoescola para testar a coragem de novamente dirigir na cidade. 

O profissional, com 12 anos dedicados à atividade e outros tantos habilitado para cnduzir veículo, desaconselhou. Ele admitiu que, apesar da experiência, vive assustado diante dos riscos que o tráfego da capital baiana apresenta atualmente.

Para ele, além do sistema viário não suportar o número de carros em circulação, falta cidadania no trânsito. As normas são desrespeitadas. A todo instante, 'barbeiros' ou imprudentes surpreendem quem dirige como manda a legislação. 

São motoristas avançando o sinal vermelho sem atentar para a vez do pedestre atravessar a via. Muitos ultrapassam pela direita, circulam em zigue-zague enquantos outros com o velocímetro registrando menos de 60 quilômetros ocupam faixa do meio ou da esquerda.

A situação se complica também nas calçadas. Com a redução das taxas de juros e números de prestações a perder de vista, muita gente comprou carro, mas não tem onde deixar. Aí o veículo fica nos passeios e quem está a pé é forçado a se aventurar na rua com o risco de ser atropelado. 

Outros problemas são desobediência ao sinal de estacionamento proibido e mercadorias descarregadas de caminhões em qualquer horário. Em Salvador, se tornaram comuns  filas de carros parados de um lado e outro das vias, numa total afronta à legislação. Para piorar, caminhões ocupam parte das pistas de manhã e à tarde, o que demonstra mais um exemplo da falta de cidadania no trânsito da capital baiana. (Imagem: Fortalbus)