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sábado, 13 de outubro de 2012

Redução da idade para realizar cirurgia bariátrica é lamentável

Muitas pessoas submetidas ao procedimento ficaram obesas de novo



O Ministério da Saúde anunciou, na última quinta-feira (11), a redução, de 18 para 16 anos, a idade mínima para autorização de cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas situações em que há risco de morte do paciente. Antes disso, não seria mais prudente realizar pesquisa científica tendo como público alvo pessoas que já passaram pelo procedimento e voltaram a engordar? 

Pelo que sei, há diversos casos de obesos (e obesas) submetidos à bariátrica, os quais adquiriram todo o peso anterior e mais quilos ainda. Além do mais, é grande o número de pessoas que sofrem de obesidade mórbida. Portanto, está com a vida na beira do abismo, nem sempre tem consciência disso e não busca apoio para enfrentar o desafio de diminuir o peso.

Não se consegue emagrecer e manter o corpo magro por mágica. Nunca fiz bariátrica nem tomei drogas para afastarem meu apetite. Mas perdi peso 'ene' vezes e sempre retornava à forma obesa com o desagradável efeito sanfona. Só ao internalizar a necessidade de fazer tratamento e da mudança de hábitos de vida - e não apenas reeducação alimentar -, consegui reduzir 26 quilos e controlar o peso.

Respaldada em minha experiência e nas de outras pessoas com essa compreensão, creio que seria mais louvável o Ministério da Saúde valorizar a prevenção, como se faz em relação ao câncer, investir em programas que ajudem os brasileiros a evitar a obesidade e também a tratar dessa grave doença, de forma multidisciplinar. Certamente o investimento do dinheiro público vai ser menor do que o gasto com as horrorosas bariátricas.

Ao lado disso, devem ser feitas campanhas enfatizando a necessidade de se alimentar melhor, cortando a gordura (as feijoadas, os mocotós, as dobradinhas, o peixe mergulhado no dendê...), o excesso de pão, os biscoitos recheados, só para citar alguns exemplos. E ressaltando a importância da ingestão de mais frutas e verduras da época (porque são mais baratas), além do movimento do corpo. Só o ato de saltar do ônibus um pouco antes do destino já favorece a queima de caloria. Subir alguns degraus de escada, antes de usar o elevador, também ajuda a jogar gordura no lixo. (Fonte da imagem)







domingo, 1 de maio de 2011

Brasil Sorridente oferece aparelhos ortodônticos

Programa governamental deve beneficiar 1,15 milhão de pessoas este ano 

 
Aparelhos bucais para corrigir a posição dos dentes e a mordida, os chamados aparelhos ortodônticos, e implante dentário passarão a ser ofertados pelo programa governamental Brasil Sorridente. Os novos serviços devem ser incluídos pelas secretarias estaduais e municipais da área, segundo o Ministério da Saúde (MS).

Com os dois novos tratamentos, o governo federal estima atender mais 1,15 milhão de brasileiros este ano. Em 2010, foram 25 milhões de atendimentos nos centros de odontologia do programa em todo o País. O ministério estima aumento de R$ 134 milhões no orçamento total do programa para 2011 com a inclusão dos serviços. O dinheiro será repassado aos estados e municípios conforme os atendimentos.

Os centros do programa já fazem tratamento de canal, gengiva, cirurgias corretivas e estéticas, além de exames para diagnosticar o câncer bucal. No ano passado, as ações na área de saúde bucal somaram R$ 710 milhões.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hipertensão afeta metade dos brasileiros com mais de 55 anos

Dados sobre a doença fazem parte de pesquisa feita pelo Ministério da Saúde e USP

Metade dos brasileiros com mais de 55 anos de idade tem hipertensão conforme dados do Ministério da Saúde (MS). Quanto mais a população envelhece maior é o risco de ter pressão alta, o que contribui significativamente para o surgimento de doenças cardíacas.

Na faixa acima de 65 anos, 60,2% dos brasileiros sofrem com a doença. Entre os jovens, a prevalência da hipertensão é bem menor - no grupo de 18 a 24 anos , por exemplo, somente 8% foram diagnosticados como hipertensos.

Os dados divulgados nesta terça-feira (26) fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônicos (Vigitel) de 2010, feita anualmente em todas as capitais brasileiras por servidores do ministério e da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda de acordo com  o estudo, nos últimos cinco anos, aumentou o número de brasileiros com hipertensão. Em 2006, informa a pesquisa, 21,6% da população tinha a doença. Em 2010,a taxa subiu para 23,3%. Apesar desse crescimento, o ministro Alexandre Padilha avalia que a tendência é de estabilização dos indicadores.(Foto: Flickr)