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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval Baiano / Muitos giros no caminho

Aventura do deslocamento até o Circuito Osmar se transforma em crônica

De manhã, sem vestir a fantasia, fui pegar uma credencial - para cobrir a folia baiana - na Central de Imprensa montada pela Secretaria de Turismo do Estado (Setor) no Hotel Tropical da Bahia. Tudo ótimo por lá. A aventura foi o deslocamento de ônibus até o Circuito Osmar, como foi batizado o trecho do Campo Grande e imediações. Foram dois veículos e muitas voltas no caminho.

Ao chegar a um ponto na Juracy Magalhães Júnior (Rio Vermelho), o veículo que seguia direto tinha acabado de passar. Arrisquei um segundo imaginando que iria até o Vale do Canela. Engano. O carro circula pela Centenário, acesso para quem deseja ir à festa na Barra. Pedi para descer. Antes de ser atendida o ônibus quase bate num carro que fazia ultrapassagem indevida. O motorista evitou o acidente. Brecou rápido, o "buzu" sacudiu e eu saltei.

Ainda assustada, entrei em outro coletivo. "Ufa, agora vou chegar ao Vale do Canela!", pensei. O destino estava certo. O problema foi o roteiro. O ônibus passou pela Vasco da Gama, retornou, entrou pelo Vale da Muriçoca, alcançou o fim de linha da Federação - margeando as emissoras TVE e Aratu -, entrou na rua da TV Itapoan antes de alcançar a Avenida Cardeal da Silva. Agora, pensei de novo, está perto. Que nada!

O motorista desceu rumo à Praça dos Reis Católicos, pegou a Avenida Garibaldi, no sentido do Rio Vermelho, depois o destino contrário, chegou à Reis Católicos mais uma vez. Só então alcançou ao trecho da Avenida Miguel Calmon (Vale do Canela), transformado em terminal de ônibus nesta temporada de folia. Saltei, atravessei a via e subi uma escada. Cheguei ao Campo Grande depois do meio dia!!!

Andei uns 100 metros ouvindo acordes de um trio elétrico. No percurso sinais da ressaca do dia anterior se espalhavam pelas ruas. Gente dormindo (ou descansando nas calçadas). Outras pessoas na labuta para ganhar algum tostão. Peguei a credencial e desfrutei um pouco da excelente estrutura montada para a imprensa. Mais ou menos uma hora depois batia em retirada.

O embarque de volta foi no mesmo local do desembarque. Logo passou um executivo para o Imbuí. Entrei rumo ao Iguatemi. Se você imagina que desta vez o carro seguiu rápido, errou. O ônibus rumou até a Centenário, onde retornou nas imediações do Shopping Barra para alcançar a Avenida Cardeal da Silva. Só aí o itinerário se normalizou. Almocei no grande shopping mais antigo de Salvador só depois das 15h. (Foto: Flickr)

sábado, 20 de junho de 2009

Crônica da Semana / O diploma

Notícia de impacto possibilita diversas reflexões
Não tenho como evitar o assunto na crônica desta semana. Se você desconfiou, acertou. É mesmo a "morte" do diploma para o exercício do Jornalismo. Por que abordar o tema mais uma vez? Por ser uma noticia de impacto merecedora de outras reflexões. E de recordações da época em que, de forma honrosa, fiz o Curso de Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo, na Universidade Federal da Bahia (UFBa) nos duros anos do regime militar.

As lembranças surgem por conta de um comentário que li hoje, não sei bem onde, favorável à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) extinguindo o diploma, com a tese de que a regulamentação profissional - por ocasião da ditadura militar - foi um meio de afastar dos jornais pessoas que reagiam ao governo. Ao menos, na Bahia, isso está longe da verdade. Comecei estágio no segundo ano da faculdade, e tive entre os colegas vários ferrenhos esquerdistas. Alguns só depois fizeram o vestibular e se tornaram profissionais diplomados.

Existem argumentos contra o diploma em decorrência da precariedade dos cursos que estariam formando jornalistas despreparados. E os demais? Bacharéis em Direito, médicos, engenheiros, arquitetos, assistentes sociais, economistas, administradores, por acaso, saem das escolas capacitados devidamente para o mercado de trabalho? Claro que não. Portanto está em xeque a qualidade do ensino em todos os níveis no País, e não apenas as escolas de Jornalismo.

Em síntese, por que a guerra declarada aos jornalistas portadores de diploma? Por que desqualificar tanto os profissionais? Será que cometeram um "pecado" ao se formar nessa área específica? É interessante notar como as grandes organizações festejam a suposta derrota dos diplomados. Alguma vantagem elas tem, e que ninguém duvide disso.

Por último, pago pra ver matérias (e não divagações) dos ministros que aboliram o nosso diploma. Tão habituados a uma linguagem hermética, permeada de chavões, eles escreveriam de forma leve, e ao mesmo tempo seguindo a norma culta, como pede o bom texto jornalístico? Duvido, duvido, duvido...

domingo, 26 de abril de 2009

CRÔNICA DA SEMANA / ACIDENTES DOMÉSTICOS



Todo cuidado é pouco para evitar quedas de crianças

O tema da Crônica da Semana é inspirado na experiência de dois jornalistas e amigos. Um deles é pai de uma linda menininha que fez 1 ano no dia 20 último. O clima preparativo da festa foi quebrado pelo susto motivado por um problema sério no Brasil: acidentes domésticos envolvendo crianças.

Um deles alerta: “Todo cuidado é pouco. Estamos vivenciando isso agora”. A filha Sophia caiu do berço, mesmo estando sob os cuidados de duas pessoas no momento da queda. A grade do berço e o estrado no nível mais baixo não seriam obstáculos, mas os adultos imaginam que a criança não tem força muscular para romper a suposta “barreira”. Grande engano. “Minha filha teve força sim, subiu na grade e caiu”, surpreendeu-se o pai.

O acidente ocorreu no sábado (dia 18). No início os pais pensaram ter ocorrido uma luxação, diante do choro persistente à noite, sem nada visível que denunciasse algum dano no corpo. No domingo, o ombro direito apresentou um inchaço. A criança foi levada para fazer radiografia na segunda-feira. O laudo confirmou fratura na clavícula, o que resultou numa imobilização pelo período mínimo de três semanas.

Sophia vivenciou o primeiro aniversário “contida na expressão dos movimentos”, como disse o pai. Mesmo assim curtiu a festa e parece bem adaptada às limitações impostas pelo gesso. Deu um exemplo de superação, o que é difícil para muitos adultos nos tropeços da vida.

Outro exemplo de acidente envolvendo criança vem também de um jornalista e amigo. A filha Janaína, de dez meses, caiu da cama onde estava com a mãe. Felizmente não houve trauma. “... essas crianças são impossíveis. Só nos resta redobrar os cuidados e torcer para que nada de mais grave aconteça”, afirma o pai que experimentou um grande susto.

A ONG Criança Segura (http://www.criancasegura.org.br/dados_acidentes.asp) constata que no Brasil os acidentes, ou lesões não-intencionais, são a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos. Cerca de 6 mil crianças e adolescentes de até 14 anos morrem, e outras 140 mil são hospitalizadas todo ano, informa com base em dados do Ministério da Saúde. No site da Criança Segura existem muitas informações sobre o assunto e dicas de prevenção que podem garantir uma vida mais tranqüila aos pais e filhos. Vale conferir!!! (Por um problema de ordem técnica no sistema da Internet, a crônica está sendo publicada hoje, e não no sábado como normalmente acontece.).

sábado, 11 de abril de 2009

Crônica da Semana / Sexta Santa

Recordações da infância perto do Rio Pardo


A Sexta-Feira Santa com a manhã chuvosa motivou recordações da minha infância. Do tempo em que vivia numa pequena fazenda às margens do Rio Pardo num município do interior baiano. Rio forte como é o nordestino. Que encarava a seca de meses seguidos sempre com reserva de água para abastecer quem morava nas proximidades. Surgem lembranças da mesa farta todo ano nessa época.

Minha mãe, que em julho do ano passado se despediu do plano terreno, preparava os pratos com esmero. Peixes frescos e salgados, todos fisgados na límpida água do Rio Pardo; macarronada com sardinha mergulhada num saboroso molho, frigideira de bacalhau com batata. Tudo feito de forma muito carinhosa.

Na quarta-feira começava o ritual - a farra maior era na Sexta. A carne bovina tinha que ser substituída pelo peixe, seguindo a tradição. E ninguém se arriscava a escapar dessa regra porque mãe não permitia. Só no Sábado de Aleluia é que o cardápio volta ao normal. Na Sexta Santa a família se reunia ao lado de convidados. Às vezes, eran pessoas que moravam do outro lado do rio.

Antes da degustação, a criançada fazia a festa. Tomava conta do grande quintal da casa branca erguida no alto do morro. Corriam de um lado a outro, jogavam gude, subiam nas mangueiras... bem diferente de hoje. Os peixes, na maior parte, são comprados congelados no supermercado. Onde foram capturados? Ninguém sabe.

As crianças confinadas em apartamentos tem pouco espaço para compatilhar as brincadeiras junto aos primos e amigos. Quando os pais estão dispostos, palmas!!! Elas vibram pela oportunidade de curtir a praia ou o parque.

sábado, 14 de março de 2009

Crônica da Semana / Cooper

Interromper prática de caminhadas desagrada corpo e alma
Para quem tem o costume de fazer caminhadas diariamente é muito desagradável interromper a atividade. Por conta de uma pequena hérnia de disco, que resolveu se manifestar gerando dor na região lombar, estou proibida temporariamente de exercitar o corpo e a alma no Parque da Cidade, meu lugar preferido para o cooper.
O físico entra no ritmo do cansaço por menor que seja o esforço. Sem a renovação da energia que a caminhada proporciona, a sensação desconfortável de preguiça se estende aos planos mental, emocional e espiritual, com reflexo na vida cotidiana. É isso que estou experimentando nesse período de “quarentena”, enquanto o disco intervertebral decida retornar ao seu lugarzinho na coluna e me libere para a prática de exercícios aeróbicos de novo.
Estou fazendo minha parte: tenho sessões de Fisioterapia três vezes por semana e participo das aulas de Pilates. Faço o possível para retomar a rotina: acordar cedo, colocar a roupa e o tênis adequados. Seguir caminhando protegida pela sombra de frondosas árvores. Ouvir o canto de passarinhos e, às vezes, de cigarras. Só falta a autorização da coluna e dos fisioterapeutas.
O cooper resulta em bem-estar geral. E quando o desejo é emagrecer, perfeito. Acontece a queima de calorias mais facilidade porque melhora o metabolismo. Também fortalece os músculos e ajuda na capacidade cardiorrespiratória.
Outra grande vantagem é poder praticá-lo sem a necessidade de pagar a uma academia. No meu caso, gosto de mesclar a caminhada com a corrida, sem exagero no ritmo, para evitar impacto nas articulações. Para relembrar, no Brasil, denomina-se de cooper a atividade física que em inglês é chamada de jogging. O método foi criado pelo médico americano Kenneth Cooper.