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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Irdeb lança projeto ‘Nosso São João 2011’ em Cruz das Almas

TVE Bahia faz transmissão ao vivo do show nesta segunda-feira a partir das 19h30

Um grande show de música regional – com participação de Raimundo Sodré, Del Feliz, Cássia Maria, Geysa Coelho e outros artistas – marcam o lançamento do projeto ‘Nosso São João 2011’, do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), em Cruz das Almas. O evento acontece nesta segunda-feira (18), na Casa de Cultura Galeno D'Avelírio (Rua Quinze de Novembro, 56), com transmissão ao vivo pela TVE Bahia, a partir das 19h30, tendo como âncora o jornalista Robson do Val.

Participarão artistas, intelectuais, jornalistas e autoridades públicas de Cruz das Almas e outros municípios. A programação será aberta por sete cantoras no show ‘Operárias da Arte’. Cássia Maria, Geysa Coelho, Meyre Kal, Ravah Assis, Sandra Senna, Ula e Alana Sena cantarão músicas de Sivuca, Flávio José, Chico Buarque, Gilberto Gil, Vital Farias, Luiz Gonzaga, Alccioly Neto e outros compositores. Em seguida, subirão ao palco Rogério Lima, Antônio Roberto, Del Feliz e Raimundo Sodré.

“Promover esse evento e ampliar nossas coberturas e outras produções, relacionadas aos festejos juninos, faz todo o sentido na medida em que dispomos de uma tevê e uma rádio pública, que interagem e repercutem as manifestações dos vários territórios de identidade da Bahia”, afirma o diretor geral do Irdeb, Pola Ribeiro. De acordo com ele, “este ano é especial porque abraçamos, ao lado da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa de Pesquisa Agropecuária), o tema da mandioca, que é um alimento e expressão cultural ao mesmo tempo, dos índios ao povo sertanejo”. 

Entre as ações do projeto ‘Nosso São João 2011’ estão previstos documentários, especiais de TV e rádio, além de um CD reunindo canções em torno do universo simbólico da mandioca. O sexteto base para os shows em Cruz das Almas é formado por Alan Cerqueira (bateria), Fabrício Salomão (percussão), Sid (contrabaixo), Hugo Júnior (guitarra), Alisson (zabumba) e Romero (sanfona). (Foto: Irdeb)

Fonte: Agecom

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Chega de guerra de espadas!

Festa sangrenta em Cruz das Almas deixa quase 170 vítimas

A festa junina em Cruz das Almas, na Bahia, deixou quase 170 vítimas este ano. Crianças, jovens e idosos sofreram queimaduras em decorrência da guerra de espadas (foto Portal Cruz), que a cada São João leva muita gente ao pronto-socorro. De acordo com A Tarde On Line, quatro pessoas com lesões mais graves precisaram ser removidas para o Hospital Geral do Estado (HGE) na capital. Os números revelam, mais uma vez, a gravidade da brincadeira sangrenta que persiste com o aval das autoridades.

O Ministério Público da Bahia precisa adotar alguma providência para amenizar esses danos. A alternativa melhor é realmente impedir essa prática. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não deve ser suficiente, uma vez que os participantes da batalha de espadas não respeitam as áreas delimitadas, como A Tarde relata aqui. Ao invés de seguirem a orientação, espadeiros lançavam suas "armas" em direção a postos de gasolina, carros, casas e transeuntes.

Não adianta o argumento de que, por ser uma tradição, a guerra de espada deve ser mantida. O que precisa ser garantida é a integridade das pessoas, sejam moradores de Cruz das Almas ou visitantes. Já passou a hora de se dar um basta nessa festa perigosa. Campanhas como “Espadeiro Consciente Respeita a Vida”, realizada pela Prefeitura, não funcionam.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Guerra de espadas, brincadeira sangrenta.

Batalha de Cruz das Almas termina com dezenas de pessoas feridas todo ano


O clima dos festejos juninos invade a Bahia. No interior, onde a tradição é maior, o arrasta-pé nem sempre significa animação, consumo de licor, amendoim e de outras delícias da ocasião: a queima de fogos, principalmente a guerra de espadas em Cruz das Almas, todo ano deixa várias pessoas feridas, muitas vezes, em estado crítico.

A tragédia se repete a cada Festa de São João no município situado a 146 quilômetros de Salvador. A história registra tentativas para impedir, mas prevaleceu a vontade de quem defende a continuidade da brincadeira sangrenta. Hoje o espaço da batalha é delimitado, e as casas das imediações são protegidas. Infelizmente essas providências não impedem que pessoas sejam atingidas pelos fogos.

Diversos produtos - alguns bem perigosos - são usados no fabrico das espadas, entre os quais, enxofre, carvão de quarana, cera de abelha, óleo de coco, parafina, além de barro, pólvora, salitre, bambu maduro, sisal, breu e cordão. O risco de acidentes começa justamente aí no manuseio. Depois invade as ruas da cidade transformando a alegria em tristeza. No ano passado, em 11 dias de festa, 114 pessoas sofreram queimaduras de vários graus.

A programação deste ano está divulgada no site da Prefeitura. O cenário da guerra de espada inclui a Praça Senador Temístocles e algumas ruas reservadas da cidade. A queima dos fogos de de efeito bonito e, ao mesmo tempo, arriscado é liberado a partir das 18h de 23 de junho. Porém o confronto maior acontece no dia seguinte. Segundo a Prefeitura, o Decreto Municipal nº 267A, de 5 de maio de 2005, estabeleceu regras de segurança para a fabricação e o uso das espadas. Pelo visto, a medida não surte efeitos.